Ao posicionar-se num patamar mais elevado, o Arkana talvez procure suprimir a ausência de uma berlina da Renault no segmento D, posição anteriormente ocupada pelo Talisman. Mas será que o consegue?

Apesar de ser mais comprido do que o Kadjar, o Renault Arkana pode, à primeira vista, parecer menos prático do que o assumidamente SUV da marca francesa.

Sobretudo, devido ao formato mais inclinado da traseira. Mas, embora o Arkana perca ligeiramente para o Kadjar em relação ao espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro, a sua maior distância entre eixos permitiu recuar a inclinação do vidro traseiro, o bastante para não prejudicar, em altura, quem se senta nos bancos posteriores.

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Compará-lo com o Captur pode parecer fazer pouco sentido. Porém, tem razão de ser: os dois partilham a mesma plataforma, o painel de bordo, muitas soluções mecânicas e até idêntica qualidade de construção.

Diferente é o preço, em média, sensivelmente seis mil euros a mais do que o Captur.

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Em termos de perfil, o Arkana corresponde ao estilo atualmente mais desejado: formas e altura de um SUV, com uma secção traseira que evoca uma dinâmica mais desportiva.

Porém, se este fator lhe dá presença e faz olhar duas vezes para o carro, a qualidade do interior e da condução dificilmente conseguem equiparar-se às de alguns dos concorrentes de categoria e desta faixa de preço.

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A posição de condução elevada e a comodidade de uma caixa de velocidades automática tornam o Arkana E-TECH fácil e prático de dirigir. Suave no asfalto, mas seco em piso mais degradado, a atitude pode estar relacionada com o perfil do pneu e com a vontade de fazer corresponder alguma agilidade com um desempenho seguro.

Mas os ocupantes do banco traseiro ressentem-se com isso. Nas alturas de maior esforço, o ruído do motor a gasolina faz-se também evidente. Sobretudo quando, a partir do sistema Multi-Sense, o condutor seleciona o modo Sport, na tentativa de ganhar mais resposta do motor e imprimir um pouco mais de dinâmica ao andamento.

Impressões

Testado na versão híbrida com 145 cv, a mais-valia desta solução mecânica, que junta um motor a gasolina 1.6 litros a dois elétricos, reside nos consumos reduzidos que pode proporcionar.

Com grande capacidade para recuperar energia para a pequena bateria de 1,2 kWh, o Arkana E-TECH consegue circular muitas vezes apenas em modo elétrico, ou contar com a ajuda da componente elétrica para reduzir o esforço do motor a gasolina.

O resultado foi um consumo médio inferior a 4,5 litros, após quase meio milhar de quilómetros de ensaio.

Renault Arkana Business E-TECH 145

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