O ligeiro de passageiros com mais matrículas em 2025 foi o Renault Clio. O hatchback francês destronou o Dacia Sandero, também do grupo Renault, e assumiu o lugar mais alto da tabela de n.º de matrículas em Portugal.
E se as entregas do renovado Clio se iniciam já em janeiro de 2026, com preços a partir de 21.990 euros, é tempo de perceber o que faz deste modelo um dos mais importantes automóveis do ano.
Seguindo o trajeto já traçado com sucesso pela anterior geração, o novo Clio mantém as dimensões compactas, ideais quer para condução urbana quer para utilização profissional, mas melhora o espaço a bordo e mune-se de argumentos e de uma qualidade até aqui só presentes em segmentos superiores.
Um hatchback híbrido com personalidade
Às empresas que estão à procura de um veículo polivalente, capaz de combinar em si a tecnologia mais recente, um design inovador e a eficiência que só a eletrificação conseguiu trazer ao mercado, a Renault responde com o Clio full hybrid E-Tech.

Não se trata apenas de uma versão eletrificada. É, anunciada pela Renault, a sua versão mais eficiente de sempre. Além de permitir, em contexto urbano, a circulação até 80% do tempo em modo 100% elétrico, o Clio anuncia consumos combinados a partir dos 3,9 l/100 km. No entanto, a FLEET MAGAZINE conseguiu, ao longo de um dia de condução pela zona Oeste de Portugal, baixar ainda mais esse número para uns expressivos e deveras apelativos 3,7 l/100 km. Aliado a isso, os números de emissões de CO2 situam-se abaixo dos 90g/km (89g/km) reforçam a ideia de que é possível um melhor controlo de TCO, fiscalidade e políticas de sustentabilidade empresarial. Afinal, este híbrido pode garantir até 1.000 km de autonomia, o que reduz as paragens e os custos operacionais.
Além da versão híbrida, estará disponível uma variante TCe com 115 cv, disponível com caixa manual ou automática EDC e ainda em 2026 será lançada uma (aguardada) versão Eco-G (gasolina/GPL), com custos de utilização competitivos e autonomia até 1.450 km, garante o fabricante: uma alternativa a considerar face ao gasóleo, ainda procurado por algumas frotas de longo percurso.
Números do Renault Clio
- Equipado com sistema multimédia OpenR Link com Google integrado (uma estreia no seu segmento), o Clio disponibiliza até 29 Sistemas Avançados de Assistência à Condução (ADAS);
- Bagageira com capacidade até 391 litros;
- Mais de 33% do peso do Clio incorpora materiais de economia circular;
- Quase 17 milhões de unidades vendidas ao longo de cinco gerações.
Renault Clio: apto para frotas
Claramente pensado para dar resposta às atuais exigências fiscais e operacionais das frotas portuguesas, o novo Clio tem tudo para ser uma proposta de baixo TCO, afirmação que podemos sustentar com os seus contidos consumos (na variante full hybrid). Não esquecer também a utilização de materiais reciclados e os baixos níveis de emissões de CO2, que contribuem para metas ambientais e políticas de sustentabilidade empresarial.
A capacidade de circular até 80% do tempo em modo elétrico em cidade, garante a Renault, sem necessidade de carregamento externo, permite às empresas beneficiarem de uma maior eficiência energética, sem investimento adicional em infraestruturas de carregamento.

Alternativa real ao gasóleo
No segmento B, o novo Clio é uma alternativa. Num contexto de crescente penalização (e até demonização) das motorizações diesel, uma oferta de versões híbrida, a gasolina e, futuramente, bi-fuel (gasolina/GPL), permite às empresas ajustarem a composição da sua frota a diferentes perfis de utilização, mantendo o controlo sobre elementos tão fundamentais como as emissões de CO2 ou custos de operação.
A versatilidade, reforçada pelas suas dimensões compactas, capacidade de bagageira funcional e níveis de conforto compatíveis com utilização intensiva, aliada à tecnologia de apoio à condução e aos sistemas de segurança presentes, contribuem para a redução do risco operacional e para uma consequente melhoria da produtividade, conferindo ao Clio o estatuto de solução perfeitamente ajustada a frotas mistas, viaturas de serviço ou de função comercial.



























