Pedimos às marcas sugestões de modelos até 27.500 euros que pudessem encaixar-se nas empresas, com valores de aquisição específicos para este mercado. De entre as que responderam ao desafio, as propostas que constam na tabela incluem as tradicionais carrinhas, o SUV mais vendido para este canal, um híbrido e até uma de inspiração mais desportiva.

Há factos que falam por si e que se tornam muito evidentes ao analisar determinados parâmetros deste estudo TCO, nomeadamente aqueles que contribuem para justificar, em grande medida, o sucesso de determinados modelos nas frotas: o preço aliado à aceitação da marca, o preço aliado ao valor residual que permite rendas competitivas e o preço aliado à disponibilidade de habitabilidade, quando a predisposição do utilizador da viatura é possuir um carro com o qual possa conciliar as suas necessidades profissionais com as exigências da família.

E ainda que o preço de aquisição não seja o principal agente em causa, quando em seu favor concorre um bom valor residual, a conjugação dos dois fatores acaba por resultar naquilo que se pretende com este estudo elaborado pela TIPS 4Y para a FLEET MAGAZINE: encontrar o melhor – ou o mais reduzido – custo de utilização num espaço de utilização de 48 meses ou 120 mil quilómetros.

A análise inclui propostas bastante tradicionais: o Qashqai, o SUV com mais aceitação nas empresas e o valor de aquisição revelado elucida uma das razões, carrinhas como a Golf (VII) ou a Mégane (na tabela com uma versão mais desportiva, GT Line, logo penalizada na despesa dos pneus) e a Octavia, cujas dimensões e habitabilidade permitem que muitas vezes se confunda com um escalão acima do qual este modelo pertence.

Inclui também algumas propostas inéditas, como a carrinha Corolla (híbrida assumida, mostrando que o facto de se mover a gasolina pode não agravar assim tanto as contas finais) e ainda o Alfa Romeo Giulietta, sugestivamente desportivo e portador de características que o aproximam mais do 2.º escalão da Tributação Autónoma (TA).

Parâmetros variáveis

De forma propositada, de fora deste estudo da TIPS 4Y ficaram algumas soluções que podem encaixar-se no 1.º escalão da TA para empresas, por via da dedução do IVA, que é permitido por se tratarem de versões “plug-in”. São os casos da carrinha Ceed PHEV e do SUV Puma PHEV, cujas marcas surgem representadas com a Kia Ceed MHEV (mild hybrid diesel) e Ford Focus SW 1.5 TDCi, vencedor do escalão até 25 mil euros na edição passada dos Prémios Fleet Magazine.

https://fleetmagazine.pt/2020/07/23/taxas-reduzidas-de-tributacao-autonoma-veiculos-empresas-e-eni/

Um olhar rápido sobre estas duas carrinhas com custos de aquisição muito próximos permite perceber a importância dos valores residuais e dos custos de manutenção no resultado final individual.

Se o primeiro depende muito da evolução do mercado e de fatores às vezes externos à marca e que podem variar de país para país, os custos de manutenção preditiva tendem a ser uma despesa cada vez mais possível de prever e melhorar, com cada vez mais marcas a proporem pacotes de serviços de oficina com prazos variáveis, para subscrição no momento da compra do modelo.

Esta observação é tão válida para empresas como para particulares que optam por modelos de aquisição da propriedade, do mesmo modo que, para as mesmas condições de compra, devem ser avaliadas as vantagens das garantias propostas por cada fabricante.

Valor residual que acaba por penalizar uma carrinha que é a única, do seu segmento e com motor a gasóleo, com capacidade para entrar nas empresas abaixo dos 20 mil euros (com o bloco 1.3 Multijet de 95 cv).

Representada na tabela com um 1.6 Multijet de 120 cv, mais enérgico e consentâneo com a estrutura e peso do modelo, a condução descomplicada, aliada a uma versatilidade muito familiar, contribuem para fazer da Fiat Tipo SW uma proposta que justifica o valor apresentado.