A Tesla tornou o Model 3 de tração traseira – ou RWD, assim se vai passar a chamar – no seu modelo mais acessível.
Embora possua um novo nome, mantém as características que fazem dele um Tesla: com um design focado na utilidade e nos baixos custos de operação, o Model 3 RWD apresenta consumos de energia de 13,0 kWh/100 km e garante 534 km de condução com uma só carga.
Se a estes números juntarmos a capacidade de reboque de 1.000 kg, uma bagageira irrepreensível na sua classe (549 litros e até 1.659 litros com bancos traseiros rebatidos), um frunk com 88 litros e carregamento utrarrápido em corrente contínua até 175 kW, que permite recuperar até 260 km de autonomia em 15 minutos, o Model 3 RWD apresenta-se junto do canal das empresas com sólidos argumentos para convencer até o mais cético dos gestores.
Mas além destes dados técnicos há um que não passa – de todo – despercebido: o custo de aquisição. Atualmente, a Tesla tem em curso um preço final, com despesas incluídas, de 28.455 euros + IVA.
A base de um Tesla Model 3 está lá
O novo Model 3 RWD tem tudo aquilo que os proprietários do modelo procuram: autonomia, eficiência, desempenho e manobrabilidade ímpares. A FLEET MAGAZINE já pôde comprová-lo, num primeiro contacto onde, durante cerca de 5 horas, conduziu o modelo em cidade e em ambiente extra-urbano. Em ambos os casos, o Model 3 RWD comportou-se de forma exímia, fazendo-se valer de uma bateria de alta densidade energética altamente eficiente e de uma agilidade assinalável, complementada por uma muito bem calibrada direção e por uma suspensão refinada.
Um elemento digno de registo, que prova que a Tesla ouviu os seus clientes – e não só – é a eliminação dos botões de indicadores de mudança de direção que antes constavam no volante e estão agora instalado, novamente, na tradicional haste colocada atrás do volante, à esquerda.
Ainda assim, o seletor de ordem de marcha mantém-se presente no ecrã central de 15,4 polegadas – o cérebro de tudo o que se passa ou se comanda no Model 3.
No capítulo da utilidade, destaque para os novos bancos em tecido resistente. Embora mantenham o ajuste elétrico (controlado agora no ecrã central) e a função de aquecimento, carecem de refrigeração, e talvez esse será um dos handicaps do Model 3 RWD no que respeita à comodidade a bordo – as quentes tardes portuguesas de Verão, mesmo com a climatização a atuar em força, podem tornar-se penosas.

Quanto ao volante e ao pára-brisas, são aquecidos, e o porta-bagagens elétrico, com abertura mãos-livres ao aproximar-se – comodidades das quais já não se abdica.
Já no que respeita às funções de assinatura Tesla, mantém-se a possibilidade de controlar remotamente o veículo via app Tesla, que por ser altamente intuitiva, conforme a FLEET MAGAZINE já utilizou, pode funcionar também como chave do veículo.
No campo da conectividade, os dispositivos móveis permanecem ligados ao Model 3 RWD via bluetooth e podem ser carregados por indução (dois slots) ou através de uma porta USB-C na dianteira mais duas portas USB-C traseiras, que fornecem até 65 W cada.
Rede de Superchargers em clara expansão
A rede de Superchargers encontra-se em expansão. Atualmente com 180 tomadas individuais em Portugal, a rede vai continuar a crescer de forma acelerada, prometem os responsáveis da Tesla no nosso país. A cidade de Matosinhos, por exemplo, receberá 20 tomadas em breve, estando previstos projetos de instalação de Superchargers para Lisboa e para o Algarve.
O Model 3 tem acesso a 20 mil postos de carregamento Supercharger em toda a Europa – um carregamento rápido conveniente e, na grande maioria das vezes – disponível a toda a hora.
























